Fim de ano é assim…bebendo e aprendendo! Saúde!

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Estudos científicos feitos neste ano sugerem que bebidas alcoólicas, desde que consumidas moderadamente, podem trazer benefícios para a saúde.

Conheça as mais recentes pesquisas sobre algumas das bebias mais consumidas no fim de ano. E tente convencer sua mãe e suas tias de que você merece uma tacinha de espumante na hora do brinde.

VINHO – NO DRINK, NO GAIN!

vinho

Está “na moda” agora ir para academia, e você ainda está na promessa de 2 anos atrás de começar a fazer exercícios, e nada! Mas calma, você pode compensar esse sedentarismo de outro jeito: uma taça de vinho faz tão bem para o corpo quanto uma hora de atividades físicas.

Funcionou com ratos, pelo menos. Ao longo de quatro meses, pesquisadores incorporaram à dieta deles uma substância chamada resveratrol, encontrada em nozes, alguns tipos de frutas e vinho tinto. E os ratinhos se deram bem. Ganharam mais força nos músculos esqueléticos, e apresentaram melhora nas funções cardíacas e no metabolismo. Foi como se eles tivessem feito exercícios físicos arduamente. Enquanto, na verdade, só tiraram proveito da substância encontrada no vinho tinto.

 

CERVEJA – A FONTE DA JUVENTUDE É DOURADA E TEM COLARINHO

cerveja

Pesquisadores das universidades de Tel Aviv  e Columbia, afirmam que o álcool pode manter você DNA jovem por mais tempo. Já o café tem efeito oposto: envelhece.

É que cada vez que as células do seu corpo se dividem, elas fazem cópias das pontas dos cromossomos (os telômeros), que são sequências de DNA. Só que os tais telômeros ficam mais curtos a cada divisão – até não poderem mais se dividir e morrerem. Faz parte do processo natural de envelhecimento.

MAS, olha só, o álcool pode retardar esse encurtamento e manter o DNA vivo por mais tempo. Sim, álcool. Pelo menos funcionou com as leveduras expostas à substância pelos pesquisadores. E como elas dividem importantes semelhanças genéticas com a gente, eles acreditam que o resultado seja o mesmo em seres humanos. Ah, e o café, por outro lado, acelera o encurtamento dos telômeros.

“Pela primeira vez, nós identificamos alguns fatores ambientais que alteram o comprimento do telômero, e mostramos como eles fazem isso”, diz Martin Kupiec, um dos autores da pesquisa. “O que aprendemos pode um dia contribuir para a prevenção e o tratamento de algumas doenças”.

 CHAMPAGNE – UPGRADE NA SUA MEMÓRIA

champagne

Uma pesquisa realizada em uma universidade britânica provou que a bebida melhora a memória espacial e ajuda a gravar novas memórias. Além de neutralizar a perda de memória associada ao envelhecimento, e ainda pode ajudar a retardar o aparecimento de doenças degenerativas do cérebro, como a demência.

Tais benefícios se originam de polifenóis, que são encontrados nas uvas vermelhas de alguns espumantes. Champagne possui níveis relativamente elevados de compostos fenólicos, em comparação com os vinhos brancos, pois derivam predominantemente a partir de duas uvas tintas, Pinot Noir e Pinot Meunier, juntamente com a uva branca Chardonnay.

Pesquisadores da Reading University testaram a bebida em ratos. O teste fez metade dos animais ingerir a bebida com o jantar e a outra metade não. Depois, os animais foram colocados em um labirinto em busca de comida e, cinco minutos após serem retirados de lá, foram colocados novamente no labirinto. O objetivo era ver quais lembravam melhor do caminho.

O resultado trouxe a comprovação: 70% dos roedores que ingeriram o champagne acharam a trilha, contra 50% dos ratos que não receberam a bebida. Depois de consumir durante seis semanas espumantes no jantar, os animais apresentaram um aumento de 200% nas proteínas que ajudam na retenção de memória.

Os estudos apontam que os efeitos são válidos apenas para o consumo moderado, sendo de uma a três taças por semana. Vale lembrar que é necessário que o champagne ou espumante tenham uvas vermelhas em sua composição.

 

 MAS AFINAL, QUAL A DOSE IDEAL?

GOTAS

A definição empírica aceita pela maioria dos médicos é que devem ser considerados consumidores moderados de álcool os homens que bebem o equivalente a 25 gramas da droga por dia. Quem ingere menos ou mais cairia nas categorias dos que bebem pouco (socialmente) ou muito (cachaceiros de plantão), respectivamente. Por diferenças na capacidade de metabolizar o álcool, nas mulheres esse limite equivaleria a 12,5 gramas, metade da dose estabelecida para os homens.

Mas o que representa 25g na pratica? Elas equivalem mais ou menos a:

  • Duas latinhas de cerveja
  • Dois copos de vinho
  • Duas doses de bebida destilada

Lembrando que esta quantidade foi estabelecidas como limite para os homens, então para as mulheres vale a metade.

A MEDICINA CHEGOU A ALGUMAS CONCLUSÕES…

PESQUISA

No começo do século 20, os patologistas verificaram em autópsias de portadores de cirrose alcoólica que as artérias eram estranhamente livres de placas de aterosclerose. Na época foram dadas duas explicações: o álcool dissolveria o colesterol das placas ou a cirrose mataria o doente antes de elas se formarem.

No final dos anos 1960, o emprego de computadores nos inquéritos populacionais identificou os fatores de risco para doenças cardiovasculares: fumo, pressão alta, diabetes, sexo masculino, história familiar de ataques cardíacos, vida sedentária, níveis aumentados da fração LDL do colesterol e níveis diminuídos da fração HDL. Para surpresa dos epidemiologistas, esses estudos revelaram que os abstêmios de álcool tinham risco mais alto de morrer de ataque cardíaco.

Em 2000, foi publicada uma análise conjunta (meta-análise) de 28 trabalhos sobre o tema. Os dados demonstraram que o risco de ataque cardíaco em homens diminui à medida que o consumo de álcool aumenta de zero para 25 gramas diárias. Nessa dosagem diária, o risco era 20% menor do que o dos abstêmios.

Arthur Klatsky, pesquisador do Kaiser Medical Center, da California, publicou na revista Scientific American um artigo de revisão sobre os efeitos benéficos do álcool. Nela, seu grupo atualizou os dados obtidos entre 128.934 pacientes que se submeteram a check-ups cardiológicos no período de 1978 a 1985, dos quais 3.00l morreram de infarto, posteriormente. O resultado foi inequívoco: os participantes que tomavam um a dois drinques por dia tiveram redução de 32% no risco de morte por ataque cardíaco.

Os mecanismos que podem explicar as ações benéficas do álcool são:

1) Consumidores de quantidades moderadas de álcool apresentam níveis de HDL (“o colesterol protetor”) 10% a 20% mais altos do que os abstêmios;

2) A presença de álcool na circulação interfere com os mecanismos de coagulação do sangue, aumentando o tempo de coagulação. Com o sangue menos coagulável, haveria mais dificuldade para a formação de trombos nas artérias coronárias. A ingestão de quantidades maiores de álcool, no entanto, reverte essa relação, favorecendo a coagulação mais rápida e a trombogênese;

3) Beber moderadamente pode reduzir a probabilidade de infarto indiretamente, ao diminuir o risco de desenvolver diabetes do tipo 2, aquele que costuma se instalar na vida adulta. Beber muito, ao contrário, aumenta os níveis de glicose no sangue, indicador de aumento de risco para diabetes.

Em 1995, um estudo muito bem conduzido por pesquisadores dinamarqueses com 13 mil pessoas, acompanhadas durante 12 anos, mostrou que os bebedores de vinho tinto morriam menos de infartos do que os abstêmios. Muitos viram nesse trabalho evidências de que o vinho tinto teria propriedades antioxidantes inexistentes em outras bebidas, responsáveis pelo efeito protetor.

Em 2002, A. Katsky e colaboradores atualizaram os dados de uma pesquisa sobre o acompanhamento de 130 mil pessoas na Califórnia que bebiam vinho e cerveja. Os autores encontraram 35% menos de mortes por infarto entre os que tomavam vinho tinto ou branco, comparados aos que bebiam cerveja. Os que tomavam vinho, no entanto, fumavam menos, tinham nível educacional mais alto, praticavam mais exercícios físicos e abusavam do álcool com menor frequência.

Essas diferenças de estilo de vida provavelmente explicam os resultados que sugerem maior eficácia do vinho na prevenção de infartos. Por essa razão, a maioria dos autores aceita que os efeitos benéficos do consumo moderado devam-se ao álcool e não à forma segundo a qual a bebida foi preparada ou ingerida.

Além de reduzir o risco de ataques cardíacos fatais e não fatais quando usado em dosagem moderada, nenhum outro efeito benéfico do álcool para a saúde foi demonstrado até hoje.

Pronto. Agora você já pode comemorar feliz as festas de fim de ano! Mas por favor, não seja idiota, oportunista ou engraçadinho e dizer que vai encher a cara neste fim de ano porque “leu na internet que beber faz bem”. Como tudo na vida, a diferença entre o remédio e o veneno é a DOSE 😉

 

E boas festas o/

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